quinta-feira, 21 de novembro de 2013

"O Fio de Ariadne" - Saiba como foram as gravações do primeiro curta da Foco Nacional

Após meses de preparação, a equipe da Foco Nacional Produções colocou a mão na massa e deu início ao seu primeiro curta, "O Fio de Ariadne". O nome do curta veio da mitologia de Ariadne e Teseu. No caso do curta, a personagem Ariadne ama seu marido, mas não recebe nenhuma forma de carinho, apenas agressões. A personagem principal é interpretada por Sonia Morena, Fernando Klug interpreta Tadeu, e completando o elenco, Silvia Patzsch interpreta Mariel, amiga de Ariadne.

Elenco durante sessão de fotos para a capa do DVD.
Os primeiros ensaios aconteceram no início de Outubro, em salas da PUCPR. Logo na primeira gravação, em um ambiente doméstico, o talento do elenco veio à tona para todos presentes, cada emoção, cada sentimento estava estampado no rosto dos atores.

Silvia e Sonia gravam as primeiras cenas.
 Após as gravações em uma casa privada, o elenco seguiu para o segundo e último dia de gravações em um dos teatros da PUCPR, onde também foi realizada a sessão de fotos promocionais do curta.


Não deixe de acompanhar mais momentos dos bastidores em nosso Facebook e, é claro, o grande lançamento do curta-metragem no dia 25 de Setembro! Enquanto esse dia não chega, você pode conferir o trailer logo abaixo:



Texto e edição: Ana Carolina Weber
Fotos: Letícia Moreira & Aline Valkiu

sábado, 1 de junho de 2013

Alberto Cavalcanti


Nasceu no dia 6 de fevereiro de 1897, no Rio de Janeiro.  Participou de todas as etapas de montagem no cinema foi cenógrafo, engenheiro de som, roteirista, montador, diretor e 
produtor, acompanhando as grandes rupturas representadas pela passagem do filme mudo ao sonoro e do filme em preto e branco ao colorido.
 Iniciou a carreira em Paris, onde dirigiu seu primeiro filme em 1926 Le Train sans Yeux, e fez dezenas de curtas metragens, Cavalcanti procurava explorar os ruídos em seus filmes.  Em 1934, mudou-se para Londres, onde ajudou a desenvolver o documentário moderno.  Durante a segunda guerra mundial, Alberto Cavalcanti se especializou em longas de ficção, onde dirigiu o clássico do horror Na Solidão da Noite.
No final dos anos 40, o diretor volta ao, onde participou da Vera Cruz, em São Paulo, após trabalhar 36 anos em dez outros países. Não tendo muito espaço para suas criações, criou sua própria produtora – a Kino Filmes, onde dirigiu seu primeiro filme brasileiro em 1953 Simão, o Caolho. Em 1953, lançou o longa-metragem O Cantor do Mar, filme que misturou ficção e documentário ao tratar da miséria da população de Pernambuco.

Em 1952, escreveu o livro Filme e Realidade. Criticado por sua ideologia de esquerda. Inconformado com o marasmo da vida cultural brasileira voltou à Europa onde dirigiu O Senhor Puntilla e Seu Criado Matti, adaptação da peça de Brecht. Alberto Cavalcanti tinha orgulho de  produzir filmes apenas de cunho social. Trabalhou ainda na Itália e na Áustria, concluindo sua carreira na televisão francesa, nos anos 70. Morreu em Paris, em 1982. 

Alguns filmes de Alberto Cavalcanti:

Simão, o Caolho (1952)

Night mail (1936)



Joris Ivens


Nasceu na Holanda em 18 de novembro de 1898. Foi um dos maiores produtores de documentário do século XX.  Ivens recebeu o Prêmio Internacional da Paz em 1954 e o Prêmio Lenin da Paz em 1968. Percorreu diversos Países realizando documentários com uma visão poética do homem, sua força de trabalho e seus compromissos com a justiça social. Passou por países como: França, União Soviética, China, Vietnã, Cuba, Alemanha, Espanha, Estados Unidos. Joris Ivens tinha como influencia o Expressionismo Alemão, Russo e outros filmes de vanguarda.

Alguns trabalhos de Joris Ivens:

The Bridge (1927)




Expressionismo Alemão nos filmes atuais

Cena do Filme Edward Mãos de Tesoura

O Expressionismo tem como característica personagens assustadores e por traços marcantes como as mãos, e também um cenário sombrio. Atualmente o diretor Tim Burton, trabalha com esses detalhes em seus filmes. Um dos seus principais trabalhos é Edward Mãos de Tesoura, lançado em 1990, o longa-metragem conta a história de Edward, interpretado por Johnny Depp, que é um garoto criado por um inventor que resolve colocar tesouras no lugar das mãos, mas quando sua criação está quase pronta, o criador morre. Edwardo então é acolhido por uma família, e com o tempo Edward  acaba se tornando popular por fazer belos trabalhos com suas tesouras.


Sombras da Noite (2012), também de Tim Burton é marcado pelo expressionismo. Estrelado por Johnny Depp tem como personagem principal Barnabas um vampiro de 175 anos, que desperta do seu caixão e muda a vida da família Collins.  Outros filmes que seguiram essa vanguarda são: Batman (1989) de Tim Burton, O Estranho Mundo de Jack (1993) dirigido por Henry Selick, entre outros.


Link do filme Edward Mãos de Tesoura:
http://vimeo.com/52924644                                                         
                                                                                                                  
Trailer do filme Sombras da Noite:



sábado, 25 de maio de 2013

Expressionismo Alemão


O Expressionismo Alemão foi um movimento cultural na Alemanha presente também nas artes gráficas, na literatura, no teatro, na música, dança e no cinema. O Expressionismo Alemão no cinema é marcado por temas sombrios e personagens assustadores, como é o caso do personagem Nosferatu, que tem como principal característica os dedos alongados.
O Expressionismo Alemão no cinema começa em 1919, com o filme “O Gabinete do Doutor Caligari", de Robert Wiene. O filme retrata um médico que chega à pequena cidade de Holstenwall, que ao manipular um sonâmbulo, acaba induzindo o paciente ao crime.   Com a chegada de Caligari, começa a acontecer uma série de crimes, e todas as suspeitas se voltam para o sonâmbulo.  O cenário do filme é composto por ruas e casas tortas, uma das características do Expressionismo Alemão.


Cena do filme "O Gabinete do Doutor Caligari"

Outro filme que marca esse movimento é “Nosferatu - uma sinfonia de horror”, dirigido pelo diretor Friedrich Wilhelm Murnau. O filme conta a terrível história de um simples cidadão alemão que recebe a proposta de vender um imóvel em frente à sua casa para um desconhecido morador da Transilvânia. Certo que esta negociação lhe renderá muito dinheiro, o jovem Hutter segue para o país dos ladrões e dos fantasmas, onde descobre que essa misteriosa pessoa é nada mais nada menos que Nosferatu. Ele compra o imóvel e segue para a cidade de Hutter atrás de sua mulher, Ellen.


Nosferatu - uma sinfonia de horror

Também compõe a lista de filme desse movimento, "Fausto" e "A Última Gargalhada", ambos dirigidos por Friedrich Wilhelm Murnau, "M - O Vampiro de Dusseldorf” e" Metrópolis"  e "O Golem - Como Veio ao Mundo" do diretor Paul Wegener.
                                                             

Link do filme O Gabinete do Doutor Caligari:

Link do filme Nosferatu - uma sinfonia de horror:





sexta-feira, 10 de maio de 2013

Filme Somos tão Jovens




O longa - metragem do diretor Antônio Carlos de Fontoura, teve sua estreia no dia 03 de maio de 2013, e já obteve bons resultados. A cinebiografia de Renato Russo interpretado pelo ator Thiago Mendonça, já foi assistida por mais 470 mil pessoas e tem maior bilheteria de estreia entre os filmes nacionais que foram lançados em 2013. Somos tão Jovens, também conquistou a sexta colocação do cinema nacional entre filmes mais assistidos em lançamento, desde 1990.

Sinopse

O jovem Renato Russo não tem tempo a perder: sonha ser um astro do rock. Mas ainda é cedo. Ele precisa estudar, dar aulas de inglês, tranquilizar os pais, curtir a turma, curar dores de amor e, principalmente, arrumar quem toque na sua banda. Do Aborto Elétrico à Legião Urbana, “Somos Tão Jovens” apresenta os primeiros acordes do mito Renato Russo e da turma do Rock Brasília, criadores de sucessos como “Que País é Este”, “Geração Coca-Cola”, “Eduardo e Mônica” e muitas outras músicas que marcam e transformam fãs geração após geração.

Link do trailer oficial:

domingo, 5 de maio de 2013

Documentário Walachai na Cinemateca


Exibição na Cinemateca do documentário Walachai: Um pedaço do Brasil desconhecido pelos próprios brasileiros. Walachai, em alemão antigo, significa lugar longínquo, perdido no tempo. Outros povoados de nomes singulares como Jamerthal, Batatenthal, Padre Eterno e Frankenthal, são comunidades rurais de origem alemã no Sul do Brasil, que têm uma dinâmica própria e ainda vivem distantes do mundo globalizado. Muitos de seus habitantes nunca aprenderam a falar português, comunicam-se num dialeto alemão transmitido pelas gerações de descendentes e, no entanto, nada sabem de sua Alemanha de origem. São todos brasileiros e se identificam como tal. Walachai não é um filme sobre uma comunidade alemã. É antes de tudo sobre o inusitado e raro que habita este lugar. Conecta o público do Brasil urbano contemporâneo a uma forma diferente de viver, revelando um pedaço do país ainda desconhecido. Direção e Roteiro: Rejane Zilles.

Obs: A exibição que acontece às 20h, na 6ª feira (17), conta com a presença da diretora do filme, Rejane Zilles. Neste dia as sessões são gratuitas.

Ingresso: R$5; R$2,50 e R$1 (domingo)
Data(s): 17/05/2013 a 23/05/2013 - 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª feira, sábado e domingo
Horário(s): 18h e 20h
Público Dirigido: não
Classificação: livre
Espaço Cultural:
Cinemateca

Fonte: Fundação Cultural

sábado, 16 de março de 2013

Primeiro filme sonoro brasileiro

Acabaram-se os otários foi o primeiro filme sonoro brasileiro lançado no dia 02 de Setembro de 1929, e ficou em cartaz até 28 de fevereiro de 1930. O filme dirigido por Luiz de Barros, conta a história de dois caipiras e um colono italiano que chegaram ao estado de São Paulo, onde foram enganados por três malandros.

Veja um pouco do filme:

http://www.youtube.com/watch?v=tFD3_H5pQeo




quinta-feira, 14 de março de 2013

A imagem em movimento - Caleidoscópio



O caleidoscópio é um aparelho óptico formado por um pequeno tubo de cartão ou de metal, com fragmentos de vidro colorido que por meio da luz exterior em pequenos espelhos inclinados, que a cada movimento mostra combinações variadas de efeitos visuais.

Esse objeto foi criado em 1817, na Inglaterra pelo físico escocês Dawid Brewster. O seu caleidoscópio era feito de um pequeno tubo com fragmentos de vidros coloridos e três espelhos que formavam um ângulo de 45 a 60 graus. São refletidos os pedaços de vidros nos espelhos, onde os reflexos simétricos provocados pela passagem da luz criam imagens em cores.

Imagem interna do caleidoscópio


Embora tenha sido inventado para fins de estudo científico, durante muito tempo o caleidoscópio foi considerado um brinquedo. Hoje é usado para fornecer padrões de desenho geométrico. Inventou-se um dispositivo para fotografar as formas do caleidoscópio, registrando-se assim, mecanicamente, os mais diversos padrões ornamentais.

Caleidoscópio como brinquedo