Nasceu no dia 6 de fevereiro
de 1897, no Rio de Janeiro. Participou
de todas as etapas de montagem no cinema foi cenógrafo, engenheiro de som,
roteirista, montador, diretor e
produtor, acompanhando as grandes rupturas
representadas pela passagem do filme mudo ao sonoro e do filme em preto e
branco ao colorido.
Iniciou a carreira em Paris, onde dirigiu seu
primeiro filme em 1926 Le Train sans Yeux,
e fez dezenas de curtas metragens, Cavalcanti procurava explorar os ruídos em
seus filmes. Em 1934, mudou-se para
Londres, onde ajudou a desenvolver o documentário moderno. Durante a segunda guerra mundial, Alberto
Cavalcanti se especializou em longas de ficção, onde dirigiu o clássico do
horror Na Solidão da Noite.
No final dos anos 40, o
diretor volta ao, onde participou da Vera Cruz, em São Paulo, após trabalhar 36
anos em dez outros países. Não tendo muito espaço para suas criações, criou sua
própria produtora – a Kino Filmes, onde dirigiu seu primeiro filme brasileiro
em 1953 Simão, o Caolho. Em 1953,
lançou o longa-metragem O Cantor do Mar,
filme que misturou ficção e documentário ao tratar da miséria da população de
Pernambuco.
Em 1952, escreveu o livro
Filme e Realidade. Criticado por sua ideologia de esquerda. Inconformado com o
marasmo da vida cultural brasileira voltou à Europa onde dirigiu O Senhor Puntilla e Seu Criado Matti,
adaptação da peça de Brecht. Alberto Cavalcanti tinha orgulho de produzir filmes apenas de cunho social. Trabalhou ainda na Itália e na Áustria,
concluindo sua carreira na televisão francesa, nos anos 70. Morreu em Paris, em
1982.
Alguns filmes de Alberto Cavalcanti:
Simão, o Caolho (1952)
Night mail (1936)