sábado, 1 de junho de 2013

Alberto Cavalcanti


Nasceu no dia 6 de fevereiro de 1897, no Rio de Janeiro.  Participou de todas as etapas de montagem no cinema foi cenógrafo, engenheiro de som, roteirista, montador, diretor e 
produtor, acompanhando as grandes rupturas representadas pela passagem do filme mudo ao sonoro e do filme em preto e branco ao colorido.
 Iniciou a carreira em Paris, onde dirigiu seu primeiro filme em 1926 Le Train sans Yeux, e fez dezenas de curtas metragens, Cavalcanti procurava explorar os ruídos em seus filmes.  Em 1934, mudou-se para Londres, onde ajudou a desenvolver o documentário moderno.  Durante a segunda guerra mundial, Alberto Cavalcanti se especializou em longas de ficção, onde dirigiu o clássico do horror Na Solidão da Noite.
No final dos anos 40, o diretor volta ao, onde participou da Vera Cruz, em São Paulo, após trabalhar 36 anos em dez outros países. Não tendo muito espaço para suas criações, criou sua própria produtora – a Kino Filmes, onde dirigiu seu primeiro filme brasileiro em 1953 Simão, o Caolho. Em 1953, lançou o longa-metragem O Cantor do Mar, filme que misturou ficção e documentário ao tratar da miséria da população de Pernambuco.

Em 1952, escreveu o livro Filme e Realidade. Criticado por sua ideologia de esquerda. Inconformado com o marasmo da vida cultural brasileira voltou à Europa onde dirigiu O Senhor Puntilla e Seu Criado Matti, adaptação da peça de Brecht. Alberto Cavalcanti tinha orgulho de  produzir filmes apenas de cunho social. Trabalhou ainda na Itália e na Áustria, concluindo sua carreira na televisão francesa, nos anos 70. Morreu em Paris, em 1982. 

Alguns filmes de Alberto Cavalcanti:

Simão, o Caolho (1952)

Night mail (1936)



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